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REDE PONTOCOM DE RÁDIO

13 de janeiro de 2022

CTI DO HSOPITAL DE TURMALINA COM 100% DE OCUPAÇÃO.


PATAMAR VERMELHO - De acordo com boletim produzido na manhã desta quinta-feira (13/01), pelo Hospital São Vicente de Turmalina, o CTI COVID da instituição atingiu sua capacidade máxima, com 100% dos leitos ocupados. No dia 30 de Dezembro o índice era de 10%, como mostra o gráfico em anexo. A maioria dos pacientes, tanto na enfermaria como no CTI, são de Turmalina/MG. Veredinha vem em segundo, seguida por Leme do Prado, Chapada do Norte e José Gonçalves de Minas. Uma das preocupações da instituição com o aumento no número de internações e com a idade dos pacientes, pois 80% deles possui idade superior a 70 anos.

Desde que as festas de réveillon foram encerradas, o debate nas redes sociais ficou ainda mais acirrado. Enquanto uns culparam a administração municipal, que convidou a população para a festa na praça, outros jogaram a culpa no próprio povo, que saiu de casa movido pela própria vontade. Infelizmente o debate nas redes sociais foi contaminado pela velha dualidade politica que impera no Brasil, colocando em cheque uma analise mais profunda sobre o que realmente está contribuindo com o aumento dos casos. Estamos lutando contra um inimigo invisível, indecisos e sem um raio de ação para vencer esta guerra.

Mas, o que ninguém dúvida é que a procura pelo Pronto Atendimento do Hospital de Turmalina/MG aumentou de forma abrupta e os profissionais, que já estão há 02 anos na linha de frente da pandemia, foram obrigados a renovar suas energias e partirem mais uma vez para a batalha. Apenas no dia 04/01, primeiro dia útil do ano, 175 pacientes foram atendidos. Nos 05 primeiros dias de 2022, mais de 500 pacientes foram recebidos no Pronto Atendimento da instituição. 

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30 de novembro de 2021

COMUNIDADE QUILOMBOLA DE MINAS NOVAS FAZ CAMPANHA PARA RECONSTRUIR ESCOLA.

Só sobraram as ruínas da Escola Municipal Fúlvio Mota, localizada na Comunidade do Macuco Quilombola em Minas Novas, Vale do Jequitinhonha. O espaço que atendia os moradores da região foi desativado há 15 anos, sob o argumento de que não havia demanda. Fato é que, além de descontinuar o ensino por lá, ainda retiraram as telhas, janelas e pisos do prédio que servia também de ponto de encontro para as assembleias, reuniões e ensaios dos grupos folclóricos.

Depois de anos de espera, os moradores se uniram para reativar a escola rural. Eles contestam, argumentando que além das crianças, muitos adultos também foram alfabetizados na Fúlvio Mota por meio do EJA – Educação de Jovens e Adultos. A matriarca do Macuco, Elizabete Rodrigues (68), a Betinha Menan, conta que o terreno para a construção do espaço foi doado por um morador, analfabeto que sonhava em ver o aprendizado de todos.

Para ela, recuperar o prédio simboliza a realização de um sonho, já que o ponto era utilizado para outras atividades. “Aqui tinha missa, reunião, ensaios, era nosso ponto de encontro, além de escola. Temos crianças e muitos adultos analfabetos que gostariam de estudar. Na idade que estamos não conseguimos pegar ônibus para ir à cidade todos os dias”, comenta.


Betinha se lembra dos tempos em que passava o dia trabalhando na lavoura e podia ir para a escola à noite. “Era muito importante. A gente ia para a roça, depois tomava banho e vinha estudar. Reativar a escola é nosso sonho. Temos esperança que vai voltar”, afirma.


EDUCAÇÃO QUILOMBOLA - Segundo dados da Fundação Cultural Palmares do Ministério da Cultura, o Brasil tem 1.209 comunidades remanescentes de quilombos certificadas e 143 áreas com terras já tituladas. Minas Gerais ocupa a terceira posição nacional com 89 territórios reconhecidos.

Estes espaços são de conservação de saberes e fazeres e, por este motivo, tem direito a uma educação que respeite a tradição do povo. O Censo Escolar de 2007, aponta que o Brasil tem aproximadamente 151 mil alunos matriculados em 1.253 escolas localizadas em áreas remanescentes de quilombos.

A Comunidade do Macuco Quilombola possui atualmente 37 famílias e está com uma arrecadação online para auxiliar no projeto. A meta em 2020, era de R$45 mil para erguer um novo prédio para a escola. A líder comunitária, Juscilene Alves Costa, a Leninha, explica que a reconstrução da escola é importante, pois irá trazer vida à comunidade. “Todos os nossos saberes se perdem quando os alunos da comunidade vão para a sede. Com a introdução de novas culturas os jovens quilombolas começam a deixar os costumes ancestrais de lado e seguir o que é moda ultimamente. Muitas vezes até sentem vergonha em participar de grupos folclóricos da comunidade com receio de não serem aceitos pelos seus colegas”, afirma.



Por Cibele Maciel